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Sexta-Feria da 24ª Semana do Tempo Comum
Sexta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum Leituras do Dia Primeira Leitura: 1 Coríntios 15,12-20 Salmo: 16(17) — “Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Sen…

Sexta-feira da 24ª Semana do Tempo Comum
Leituras do Dia
Primeira Leitura: 1 Coríntios 15,12-20
Salmo: 16(17) — “Ao despertar, me saciará vossa presença, ó Senhor.”
Evangelho: Lucas 8,1-3
Reflexão: A Esperança que Não Decepciona
A liturgia de hoje nos coloca diante de duas verdades fundamentais que sustentam toda a vida cristã: a realidade da ressurreição e a natureza do seguimento de Cristo.
Na primeira leitura, São Paulo enfrenta com coragem uma questão crucial para a comunidade de Corinto. Alguns diziam que não havia ressurreição dos mortos. Paulo mostra as consequências devastadoras dessa negação: se Cristo não ressuscitou, a pregação é vã, a fé não tem valor, e somos os mais dignos de compaixão entre todos os homens . Mas Paulo não termina no desespero — ele proclama com convicção: “Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram” .
Esta verdade transforma tudo. Como afirma o Papa Bento XVI, a ressurreição não é um apêndice da fé, mas o seu coração pulsante. É a garantia de que o amor de Deus é mais forte que a morte, que a última palavra não é o silêncio do túmulo, mas o anúncio do Ressuscitado .
No Evangelho de Lucas, vemos Jesus percorrendo cidades e povoados, anunciando a Boa-Nova do Reino. E ao seu lado, não estão apenas os Doze, mas também mulheres — Maria Madalena, Joana, Susana e muitas outras — que “ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam” .
Este detalhe, aparentemente pequeno, revela algo profundo sobre a lógica do Reino. O seguimento de Cristo não é privilégio de alguns, mas convite aberto a todos. As mulheres do Evangelho são testemunhas de que o encontro com Jesus conduz ao serviço e à missão . Curadas e libertas, elas não se tornam espectadoras, mas colaboradoras ativas do anúncio.
O Papa Bento XVI, comentando esta passagem, recorda que “sem a contribuição generosa de muitas mulheres, a história do cristianismo teria se desenvolvido de modo muito diferente” . A Igreja rende graças por cada uma delas — e por cada discípulo que, como elas, coloca seus dons e recursos a serviço do Reino.
Para Meditar
“Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos.” (1Cor 15,19-20)
A vida cristã não é uma aposta em algo incerto. É a resposta confiante a um fato histórico e a uma promessa eterna. A ressurreição de Cristo não é uma metáfora bonita — é o alicerce sobre o qual construímos tudo. Se Ele venceu a morte, então nenhuma situação da nossa vida está além do Seu poder de transformar.
Às vezes, porém, a descrença se instala sutilmente. Não negamos a ressurreição com palavras, mas vivemos como se ela não importasse. Deixamos que as preocupações do dia a dia, as decepções, as perdas e os medos roubem a nossa esperança. É nesse momento que precisamos ouvir novamente o anúncio de Paulo: Cristo ressuscitou! E, como primícias, Ele abriu o caminho para que nós também ressuscitemos — não apenas no fim dos tempos, mas hoje, em cada área morta da nossa existência que Ele deseja trazer de volta à vida .
Oração
Senhor Jesus, que venceste a morte e vives para sempre,
Eu creio que ressuscitaste. Perdoa-me pelas vezes em que vivo como se Tu não estivesses vivo e agindo.
Renova em mim a esperança que não decepciona. Que eu não coloque minha confiança nas circunstâncias — que mudam, que passam, que me decepcionam — mas em Ti, que és o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Como as mulheres do Evangelho, que eu saiba reconhecer o que Tu fizeste por mim e Te sirva com generosidade. Que meus recursos, meu tempo, meus dons e minha própria vida sejam colocados a serviço do Teu Reino.
Em cada área da minha vida que parece morta, entra com o Teu poder de ressurreição. Transforma o que está seco, cura o que está ferido, levanta o que caiu.
E quando eu me sentir tentado a desanimar, faz-me lembrar: Cristo ressuscitou. A última palavra é a vida.
Amém.




